• Sandra Souza

O essencial das Novas Constelações

Atualizado: Mar 6


Esse texto da Brigitte Champetier inspirou tanto, que resolvemos replicar aqui blog para que vocês também sejam iluminados e tenham um pouco mais de esclarecimento sobre as novas constelações.


“A atitude de fundo que moveu Hellinger no início, e durante 20 anos, foi a do psicoterapeuta todo-poderoso. Depois, ele começou a se entregar ao movimento da alma e, posteriormente, ao movimento do espírito. A partir deste momento já haviam nascido as Novas Constelações, que Hellinger chamou, então, de Constelações do Espírito, no lugar de Constelações Familiares.


A conexão com a vida e com algo maior se tornou cada vez mais prioritária, até que Hellinger entendeu que, quem movia os representantes e produzia a cura, era o movimento do espirito e não a técnica do constelador.


O elemento essencial da constelação foi, a partir de então, a conexão ou sintonia do constelador, cujo papel principal passa a ser centrar e conectar o grupo, os representantes e os demandantes de uma constelação.

Centrar a todos, aproximá-los do assentimento incondicional a tudo e a todos, do agradecimento e do respeito incondicionais a tudo e a todos, é a primeira tarefa do constelador.


Portanto, nas Novas Constelações o constelador se retira, deixando atuar outras forças. Ele continua tendo toda a responsabilidade pelo trabalho: seu centramento e sua conexão com outro nível de consciência lhe permite receber a informação do que o campo precisa para a cura dessa pessoa. Em segundo lugar – além da conexão – seus conhecimentos sistêmicos lhe permitirão compreender e dar forma à informação recebida.


Na constelação haverá, então, dois planos presentes simultaneamente: o da realidade presente com o constelador e o cliente, o qual poderá, sob a direção do constelador, fazer ou dizer algo; e outro nível atemporal e não localizado, no qual se movem os representantes impulsionados pela energia de cura.

Nas Novas Constelações vemos que o movimento do espirito é a energia de cura presente no próprio cliente. O constelador somente coloca o cliente em contato com sua força de cura. E essa energia de cura se desdobra quando a pessoa se sintoniza com a vida como ela é, ressonando no campo todo, transformando o passado e curando os ancestrais.


Simultaneamente com o constelador e o cliente, o terceiro ator das Novas Constelações é o grupo. Graças a movimentos fenomenológicos e meditações, cada possível representante deve estar totalmente centrado e entregue ao serviço da vida. O grupo inteiro forma o campo da constelação e a energia toma esse grupo a serviço do cliente e do seu sistema. As forças de cura irão agir, se o constelador abandonar seu controle. Várias pessoas do grupo vão se sentir tomadas pela energia de "representante", sem saber a quem representam. Apenas se sentem impulsionadas a se levantar e participar na constelação.


A representação nas Novas Constelações exige um silêncio interno total, se deixando mover sem intenção, sem emoção e sem hábito. É uma verdadeira meditação ativa: abertura silenciosa a uma energia superior.

E essa energia superior é o movimento de cura que irá levar a uma nova possibilidade com uma solução boa para todos, absolutamente impossível de ser imaginada pelo constelador ou pelo cliente.


Como diz Hellinger, uma terapia se mede pela sua eficácia; e aí está a eficácia surpreendente das Novas Constelações”

Brigitte Champetier

(Nascida no Marrocos, formada em Psicologia em Paris, e em Filosofia e Letras na Espanha, onde vive desde 1972, Brigitte Champetier é fundadora do Instituto de Constelações Familiares em Madri e escreveu 2 livros sobre as Novas Constelações, ambos best-sellers no Mundo das Constelações).


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